Mestres da Vila de Ponta Negra
Bem-vindos ao coração pulsante da cultura popular da Vila de Ponta Negra! Nossa página é um tributo aos mestres que são os verdadeiros guardiões da rica tradição que permeia esta comunidade única. Aqui, mergulhamos nas histórias, nas artes e na autenticidade que moldam a identidade cultural dessa região.

Mestre Arraia
Conhecido como mestre ARRAIA - brincante ativo do Bambelô Cajueiro Abalou, do mestre PEDRO, dentre outros grupos populares da vila de Ponta Negra - o senhor Eduardo evoca o imaginário popular, a brincadeira e os encantamentos trazidos do “universo da Jurema” onde, segundo ele aprendeu a cantar e tocar. Mestre Arraia também é um habilidoso artesão, e produz várias peças através de sua inventividade, poder criativo e habilidade. É considerado um artista-artesão com uma rica e colorida coleção de brinquedos, bonecos e esculturas multicoloridas, que retratam a cultura popular.
Mestra Helena
Maria Helena Correia dos Prazeres, nascida e criada na Vila de Ponta Negra, no dia 25/10/1942, filha de Josefa Maria Correia e de João Sabino Correia, a quarta filha das 5 Marias - sempre foi dada às artes culturais na comunidade onde mora. Aos 7 anos aprendeu a fazer renda de bilro com sua mãe, e desde mocinha participa dos festejos e danças, apresentando-se em escolas, nas ruas em quermesses na praça da igreja nos períodos festivos. No início dos anos 60 foi locutora da Rádio de Dona Constância, cantando, fazendo anúncios para a comunidade, oferecimento de músicas, avisos religiosos e culturais. Maria Helena sempre se dedicou à cultura e ao folclore da Vila de Ponta Negra, sendo brincante do Pastoril, dos Congos de Calçola até os dias de hoje. Coordena o Grupo do Pastoril Estrela do Amanhã da Melhor Idade.



Mestre Pedro Piloto
Pedro Carlos de Lima - Mais conhecido como Pedro de Piloto, filho de Maria Marta de Lima e João Carlos de Lima (Piloto), nascido e criado na Rua Alto da Boa Vista. Aos 9 anos ingressou no Congo de Calçolas, onde já brincava seu pai, e no Boi Pintadinho da Vila de Ponta Negra. Aos 17 anos recebeu o convite para mestrar o Boi Pintadinho, regido na época por Zé de Tereza, e começou a brincar Bambelô com Mestre Tião Matias. Hoje mantém-se mestre do Boi Pintadinho e tem seu próprio grupo de Bambelô, o Cajueiro Abalô. Também foi brincante de Chegança, Fandango, Pastoril, Lapinha, e carrega até hoje as cantigas das brincadeiras na memória.
Mestre Sebastião Matias
O Folguedo Bambelô Maçariquinho da Praia foi criado na comunidade da Vila de Ponta Negra e resgatado em 1987, embaixo do cajueiro da finada dona bispa, pelo Mestre Sebastião Matias Dantas. o Mestre Sebastião, junto com o grupo, realizou várias apresentações - inclusive representando o Rio Grande do Norte em Limoeiro do Norte (BA) no Encontro de Mestres do Mundo 2012/2013. Foi príncipe dos Congos, palhaço e brincante do pastoril. O Mestre Sebastião Matias faleceu no dia 13 de setembro de 2022, deixando uma lacuna imensurável na história da cultura popular da Vila de Ponta Negra.



Mestre Lucimar
Mestra Lucimar Ferreira dos Santos, responsável pelo folguedo Lapinha do Menino Deus da Vila de Ponta Negra. A Lapinha existiu durante a primeira metade do século XX e depois foi esquecida - naquela época, o grupo ensaiava todos os anos para apresentar-se na noite de Natal. Atualmente o grupo é composto por 18 brincantes, 10 cantores e 04 músicos, com idades entre 05 e 29 anos. As apresentações ocorrem durante todo o ano, em diversos eventos culturais em Natal e em outros municípios. Nesse sentido a Lapinha acredita que seu papel é criar oportunidades para que o seu público faça escolhas conscientes e responsáveis, que os permita protagonizar sua história, além de apontar para tecnologias e políticas sociais inovadoras, que possam ser internalizadas por parte do poder público.
Mestre Pedro Correia
O Grupo Congo de Calçola da Vila de Ponta Negra tem aproximadamente 120 anos de existência só na família Correia, que é nativa do local. Pedro Correia aprendeu com o patriarca de sua família, Sebastião Correia, conhecido como mestre Farrapo, a história herdada da África. Após a morte do mestre Sebastião Correia, seus filhos passaram a liderar o grupo Congo das Calçolas, a hierarquia passou a o filho mais velho José Correia depois da morte do mestre José Correia, passou para o mestre Pedro Correia que é o último filho homem vivo. É uma cultura familiar, que ainda está viva no bairro de Ponta Negra, e Pedro Correia mantém esse legado.



Mestre Severino
Mestre Severino Bernardo Santiago, nascido em Vera Cruz/RN, no dia 02 de junho de 1936. Quando criança, acompanhava seu pai, Luiz Bernardo Santiago, nas brincadeiras de Zambê, Chegança e Boi de Reis. A aproximação com esse universo das manifestações populares, influenciou no seu trabalho e dedicação ao coco de roda, levando a conservar elementos utilizados pelo seu pai, tais como a formação instrumental – o pau furado –, a dança e a estrutura rítmica e melódica dos versos, caracterizados como cocos de memória. A temática das composições remete ao cotidiano do Mestre Severino. A saber: o sertão, o litoral, o trabalho, o amor, a saudade e a natureza. A dinâmica acontece por meio de cantos de perguntas e respostas. Mestre Severino faleceu dia 6 de agosto de 2022, em Alcaçuz e deixou como legado o Grupo Coco de Roda Mestre Severino, fundado em 20 de novembro de 2008, na Vila de Ponta Negra.
Mestra Rendeira Vó Maria
Mestra rendeira é como é reconhecida, Maria de Lourdes de Lima, 88 de vida e 81 de ofício exercido com amor, mãe de 14 filhos na Vila de Ponta Negra. Mulher e artista de respeito e referência , fundadora da Associação das Rendeiras da Vila, onde renda com as amigas e também ensina e comercializa as peças nas tardes de semana, desde 1998. Mestra rendeira tem sido o pilar da salvaguarda da tradição da arte ofício de rendar com bilros. Salve o dia 14 de abril, “Dia da Rendeira”, nascimento de mestra vó Maria!
